quarta-feira, 3 de setembro de 2014

David e Golias


A Ucrânia está perante um gigante militar que a pretende esmagar sem complacências, para ganhar aquilo que já os nazis chamavam o seu «espaço vital». E esse espaço não se circunscrevia às fronteiras do seu próprio país, mas transbordava para os chamados países satélites, extorquindo-lhes o direito à sua autonomia e à condução do seu próprio destino.

Tal como nesse tempo, também agora a União Europeia, os estados europeus e os EUA abandonam David no campo de Golias. Bem vimos no que deu essa brandura ocidental face à vontade férrea dos tiranos. A Alemanha foi anexando e depois conquistando tudo o que se movia à sua volta. E só quando as fauces escancaradas do leão lhes batiam já à porta é que os países ameaçados (e com poder militar) se sentiram no dever patriótico de intervir numa guerra sangrenta e fratricida. A lição não terá valido a pena? Porque não agem vigorosamente os países europeus e os EUA face ao poderio despótico e megalómano dos governantes russos? «Depois de casa arrombada, trancas na porta»... De pouco vale, porque, entretanto, já estilhaçaram a porta e ocuparam o espaço que lhes não pertencia.

Mas não ficarão por aí. Quem assim pensa, quer sempre chegar mais longe, avassalar mais davides sob a colossal figura do seu gigantismo e progredir na conquista do mundo - o grande sonho dos maiores ditadores que foram espalhando terror em todos os tempos. Se os honestos permanecerem inertes, os tiranos avançarão sobre a presa como alcateias famintas. Há que agir com veemência. E já!

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