terça-feira, 26 de julho de 2011

Portugal



Vasculhando na grande tradição lírica portuguesa, encontrei um poema que vale a pena ser lido, num tempo em que a nossa consciência coletiva tem uma autoestima tão precária.
Retirando o aspeto quase nacionalista do poema, é fator de orgulho pertencer a um país que, por ser o útero materno onde vim ao mundo, ressumbra até à raiz da alma. Quem não há de amar esta mãe, apesar de todos os defeitos que manifesta ter?

LEGENDA

Ó Pátria mil vezes Santa
— Meu Portugal, minha terra
Onde vivo e onde nasci!

Na tua História me perco
E nela tudo aprendi.

Mesmo que fosses pequena
E eu te visse pobre ou nua
— Ninguém ama a sua Pátria por ser grande,
Mas sim por ser sua!

ANTÓNIO BOTTO (1897-1959)


Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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