sábado, 18 de setembro de 2010

Morrer dignamente (I)


A eutanásia — tal como o aborto — tem inflamado a discussão não só no âmbito das comunidades religiosas como, cada vez mais, no plano político, com vista a uma eventual alteração legislativa que enquadre a sua prática dentro de certos limites. Em Portugal, ainda longe de se chegar a uma discussão séria sobre o assunto, pressente-se a existência de duas posições radicais e inconciliáveis: uma no sentido de permitir a eutanásia em todas as circunstâncias e a outra no sentido de manter a sua criminalização. A segunda, obviamente, é defendida por quem considera a eutanásia (ativa) uma prática moralmente inaceitável, qualquer que seja a circunstância concreta.
Interessando-me por este assunto e conhecendo a posição oficial da Igreja, resolvi aventurar-me na leitura do livro de Hans Küng e Walter Jens, Menschenwürdig sterben (que li na tradução italiana), publicado em primeira edição no ano de 1995. É a posição polémica que Hans Küng expressa nesse livro que pretendo resumir nas próximas três entradas.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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